Apesar de ainda ser pouco conhecido no país, cerca de dois milhões de brasileiros são portadores do vírus HTLV-1, que é da mesma família do HIV, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). O vírus, pode ser transmitido pela relação sexual sem preservativo, por uso compartilhado de seringas, agulhas e outros objetos cortantes e também pelo aleitamento materno, por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Programa IST/Aids, faz um alerta a população para a prevenção do HTLV-1 que, também como o HIV, ainda não tem cura.

“Na linguagem popular o HTLV-1 é o primo do vírus HIV e ele ataca o sistema nervoso da pessoa infectada – ao contrário do HIV que atinge o sistema imunológico -, ocasionando fraqueza principalmente nos membros inferiores, podendo levar até a uma paralisia. E assim como o HIV, ainda não há cura para o HTLV-1 e o tratamento é apenas sintomático, portanto, precisamos divulgar mais a existência desse vírus para que as pessoas se previnam, evitando a infecção. Então, além de usar preservativo nas relações sexuais, deve-se ter cuidado com o compartilhamento de seringas, com a transfusão de sangue e o aleitamento materno, já que o vírus pode ser transmitido da mãe para o bebê”, alerta o gerente do programa, Almir Santana.

Ele informa ainda que o vírus HTLV-1 está sendo detectado em bancos de sangue, no momento em que a pessoa voluntariamente vai doar sangue e passa por uma série de exames. Em Sergipe, os pacientes infectados pelo vírus são assistidos pelo Hospital Universitário (HU).

“Quando uma pessoa vai doar sangue, em Sergipe no caso é no Centro de Hemoterapia, ela faz vários exames e há um que detecta o HTLV-1. Se der positivo, o paciente é encaminhado para o HU e lá ele recebe o devido tratamento. Lembrando que não há cura para o vírus e, por isso, a prevenção é ainda mais importante”, ressalta o gerente do Programa IST/Aids.

Consequências – De acordo com o MS, quem se infecta com o vírus HTLV-1, pode desenvolver problemas neurológicos degenerativos, com dores nas batatas da perna, na parte mais baixa da coluna e também ter dificuldades em defecar e urinar. Em casos mais graves, o portador do vírus pode perder a capacidade dos membros inferiores. Além disso, a pessoa infectada pode manifestar alterações sanguíneas, como leucemia ou linfoma.

Por ASN