Zé Hilton/ ex-vereador/ Foto: arquivo pessoal

A primeira audiência de instrução do processo que envolve o ex-vereador de Nossa Senhora do Socorro, Zé Hilton, foi realizada no fórum Arthur de Oliveira Deda no município da Grande Aracaju . Foram ouvidas 15 testemunhas, sendo seis de defesa e nove de acusação. De acordo com o advogado de defesa do ex-vereador Zé Hilton, os policiais civis que prenderam o ex-parlamentar afirmaram que as denúncias sobre tráfico de drogas nunca relacionaram ele e que Zé Hilton acabou preso por ter ligação familiar com os envolvidos.

A defesa de Zé Hilton ingressou com um pedido de complementação de prova, já que a pericia do Departamento de Narcóticos da Polícia civil (Denarc) aponta que foi encontrada uma digital do parlamentar nas drogas apreendidas, mas segundo a defesa, do vereador o material precisa ser detalhado.

“Queremos que a Secretaria de Segurança Pública apresente de qual dedo e de qual mão foi a digital encontrada. Queremos transparência”, afirmou o advogado Aloísio Vasconcelos.

O pedido foi acatado pela juíza responsável pelo processo, que deu 15 dias para que a SSP apresente o laudo detalhado.

Também foram ouvidos na audiência, Adriano dos Santos, cunhado do ex-vereador e Adriano Batista, apontado no processo, como segurança de Zé Hilton.

Entenda o caso

O ex-vereador, o cunhado dele e o homem apontado como seu segurança foram presos no dia 27 de novembro do ano passado sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas. A polícia apreendeu uma arma e drogas na casa do cunhado do ex-vereador. As investigações ainda apontaram que havia fortes indícios da prática de lavagem de dinheiro realizada pela associação criminosa com a venda de carros, para dar aparência lícita ao lucro obtido com o tráfico.

A defesa alega que o vereador sempre vendeu veículos e tinha alguns carros em seu nome por conta de pendências burocráticas.