Em 15 dias a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) suspendeu ou limitou o abastecimento de água em mais de 30 bairros da capital sergipana e em pelo menos 15 cidades do interior do Estado em razão de vazamentos ou manutenções corretivas. Hoje, 11, dois avisos de interrupções deixam o usuário de três cidades do interior e duas localidades da capital, elevando para oito o número informes de desabastecimentos de água no estado nas últimas três semanas.

Neste período, os mais prejudicados têm sido os moradores da zona Norte e Oeste de Aracaju (SE). Na quinta-feira, 7, um vazamento no entorno da avenida Santa Gleide, Zona Norte, provocou, o desabastecimento em 30 localidades da capital sergipana e da Grande Aracaju.

Mas, a comunidade de zona Sul também tem sido afetada. No ano passado, 38 localidades, a maioria dessa região da capital sergipana, sofreu com o desabastecimento causado por uma manutenção eletromecânica em uma estação de bombeamento.

Nesta segunda feira, a Deso informou que a falta d’água em parte da zona rural e urbana dos municípios de Nossa Senhora da Glória, Gracho Cardoso e Feira Nova é em razão de uma manutenção corretiva na Adutora Sertaneja.

Deso responde – Com relação aos sucessivos desabastecimentos, a Deso informou que existe uma falsa percepção, que exista rompimentos, ou vários vários rompimentos em um mesmo lugar. Segundo a empresa, o que ocorre é uma dinâmica que já faz parte do cotidiano.

A Deso informou ainda que uma rede de distribuição, sofre pressão diuturnamente, em qualquer parte do mundo, e picos de pressão todos os dias. Na tubulação de rede, na maioria das vezes são trechos já colapsados, que já passou o tempo de vida útil. A companhia frisou que que alguns vazamentos, são causados pelo desvio ilegal de água, os famosos“gatos”.

Com relação às redes e adutoras, o diretor de operações da Deso, Carlos Anderson, explicou que os vazamentos ocorrem não só pelo tempo de vida útil, mas também pelo tipo de terreno em que se encontram, a pressão a qual são submetidas e o material de que são feitas. “São redes muito antigas e não dão tantos problemas, como as do centro da cidade, a exemplo da Pedro Calazans, já as adutoras do Alto Sertão, por exemplo, ela foi inaugurada na década de 80, a adutora sertaneja é de 1979, tem mais de 40 anos e não anda dando tanto vazamento. Então basicamente não é em função da quantidade de tempo que as adutoras têm, é a forma com que se utiliza, a pressão, o tipo do terreno, se é um terreno agressivo ela se deteriora mais rápido, se ela for de ferro, enfim, são várias nuances”, disse.

Ele acrescentou que a nem sempre vale a pena trocar o material na totalidade. “A Deso faz no quesito engenharia é que quando se observa, um trecho ou rompimentos sequenciais independente do tempo de uso dessa rede, fazemos uma avaliação se vale a pena trocar, todos os tubos, ou só um trecho, nem sempre o tempo de uso dessas adutoras equivale aos problemas que elas vão causar”, finalizou.

Atualizada às 17h16 para inserir resposta da Deso