O Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Deotap), divulgou na manhã desta sexta-feira, 11, que após investigações, identificou a nomeação de 10 cargos em comissão que não exerciam suas funções, eram cargos fantasmas, no gabinete do ex-deputado estadual e atual prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro (PSC).

As investigações estão relacionadas ao último período em que Valmir exerceu o mandato de deputado estadual, de 2015 a 2016. Em 2015, trabalhadores rurais buscaram à Justiça para ter acesso à aposentadoria rural, que foi negada pela existência de vínculo dos solicitantes com a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese).

O Deotap solicitou à Alese a lista de servidores lotados junto ao gabinete de Valmir. Analisando os cadastros constatou-se que a maioria não possuía qualificação para as funções que haviam sido nomeados. A coordenadora das investigações, delegada Thais Lemos, detalhou que na fase de oitivas, os servidores convocados para esclarecimentos, não sabiam sequer a localização do gabinete do então deputado dentro do prédio da Alese.

Todos os envolvidos foram indiciados por enriquecimento ilícito, já que segundo as investigações teriam recebido pagamentos sem o devido exercício da função. O prefeito Valmir Monteiro foi indiciado também por peculato. “Valmir Monteiro será indiciado ainda por peculato, tendo em vista que ele desviou recursos públicos, para o destino que não era o correto”, afirmou a delegada Thais Lemos.

Entre os indiciados há pessoas que exercem mandato de vereador e outras funções públicas em Lagarto. A delegada não quis revelar os nomes.

O prefeito Valmir Monteiro disse que está tranquilo e vai aguardar ser notificado para apresentar sua defesa. “Estou tranquilo! O Deotap diz o que quiser, eu vou apresentar documentos e provas que atestam que sou inocente, todos os gabinetes possuem pessoas que exercem funções dentro e fora”, afirmou.