O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) disse que recebe “recados” do senador Eduardo Amorim (PSDB) manifestando interesse em retomar a aliança entre os dois, mas garantiu que não há possibilidade de retomada. A informação foi passada por Valadares na manhã desta quarta-feira, 13, durante entrevista ao radialista George Magalhães.

Valadares também avaliou o cenário político nacional e afirmou que foi informado pelo presidente nacional de seu partido, Carlos Siqueira, de que há diálogos com Ciro Gomes (PDT) e com o PT para alianças no pleito eleitoral deste ano, já que o PSB não lançará candidato próprio à Presidência da República.

Sobre entendimentos com o PT em Sergipe, Valadares disse que irá esperar uma decisão partidária mas que o alinhamento do PT ao grupo de Belivaldo dificulta. “Eles estão indicando duas vagas a majoritária da situação. Acho difícil que se reverta esse caminho”, disse o senador.

Visita a Lula – “Num momento pré-eleitoral não faria essa patacoada”, afirmou o senador ao ser questionado se iria visitar o ex-presidente. Ele explicou que cairia mal uma visita nesse momento, podendo ser interpretado como um festival eleitoreiro. Mas garantiu que votará favorável a um requerimento que deve formar uma comissão de senadores que visitará Lula.

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB) também informou que tem sido procurado por militantes partidários ” O sonho de André Moura (PSC) e Jackson Barreto (MDB) é de que eu não seja candidato”, disse Valadares sobre o deputado federal e o ex-governador.

Valadares assegurou que a prioridade é fortalecer o projeto do PSB ao governo, na aliança com o Pátria Livre que apresenta a pré-candidatura de Henri Clay ao Senado.

“Após esse período de fortalecimento iremos analisar pesquisas e definir.Só serei candidato se for para ajudar”, afirmou.

O senador fez uma avaliação dos problemas de Jackson e André. Segundo ele o ex-governador carrega o peso de um governo desgastado e que levou Sergipe a ser o estado mais violento do país. Sobre André, Valadares disse que o deputado federal representa o legado “podre” de Temer.