A Croa do Goré é um ponto turístico no rio Vaza Barris que em alta estação chega a receber 30 embarcações e cerca de 600 turistas por dia. O caso está na Justiça Federal que condenou a União a fazer o balizamento e ordenamento da Croa e das ilhotas vizinhas. Apesar do movimento de banhistas e da decisão judicial, o local ainda carece de sinalização aquática e guarda-vidas.

Ontem, 14, um turista de São Paulo morreu afogado ao visitar o local acompanhado de um grupo de amigos. O resgate do corpo aconteceu à noite por equipes do Corpo de Bombeiros e ribeirinhos.

Em 2014, o caso foi levado ao Ministério Público Federal (MPF) pelo Conselho das Associações de Moradores dos Bairros Aeroporto, Jabotiana e Zona de Expansão de Aracaju (Combaze) que entendeu que a falta de ordenamento da região ocasionava riscos à população crescente que frequentava o local. Em 2016, foi ajuizada uma ação civil pública que condenou a União a promover o balizamento não só da Croa, como da Orla do Por do Sol e das ilhotas vizinhas.

Genilson Brito tem um catamarã e uma pequena embarcação que faz a travessia para a Croa do Goré e ilhotas vizinhas há 28 anos. “O flutuante mantém um guarda-vidas particular e coloca diariamente bandeiras vermelhas na área de risco. Tem também, uma sinalização que os bombeiros colocaram, acho que há cinco meses, indicando onde é permitido tomar banho. Mas fora esse dos bombeiros, nada é oficial. Precisamos do ordenamento e de guarda-vidas, porque o que fazemos é na base do que, nós ribeirinhos conhecemos e na boa-vontade”, disse.

Ele lembrou que os barqueiros conhecem bem o canal, as correntezas, mas os banhistas, não, por isso, a importância de guarda-vidas e de uma área muito sinalizada. “Poderia ser sinalizada. Quanto mais melhor”, falou.