A Praça General Valadão no Centro de Aracaju (SE) ficou tomada por trabalhadores nessa quarta-feira, 21. Em entrevista ao Jornal da Fan na manhã desta quinta-feira, 21, o diretor de Formação da Central única dos Trabalhadores (CUT), Marcos Silva, avaliou o evento e voltou a criticar a proposta do Governo Federal de aumentar a idade mínima para aposentadoria.

“A Reforma da Previdência extra oficial, que vazou nos meios de comunicação, impõe muitos prejuízos para as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Desta forma, o movimento sindical e social não pode ficar de braços cruzados esperando que a extrema direita acabe com a Previdência Pública.”, pontuou Marcos Silva.

O diretor de Formação da CUT/SE ainda alertou que a exemplo do que aconteceu com o Chile, através do Regime de Capitalização da Previdência, ainda não é possível calcular o tamanho do problema que a nova Reforma da Previdência vai impor à população brasileira. “Não podemos seguir um modelo que foi um fracasso no Chile, que levou a maioria da população idosa a uma situação de miséria, aumentando inclusive o número dos casos de suicídio entre idosos. Precisamos defender nossos direitos e assegurar aposentadoria digna para quem trabalhou e contribuiu a vida inteira com a Previdência Pública”, ressaltou.

Marcos Silva finalizou a entrevista destacando que a CUT  continuará atuando em defesa da classe trabalhadora. “Temos várias pautas de luta, entre elas a mobilização para reverter a hibernação Fábrica de Fertilizantes da Petrobras (Fafen)”, explicou.