Depois do ato que marcou os 66 dias de greve e que reuniu vários médicos na  frente do Centro Administrativo da prefeitura de Aracaju (SE), uma comissão foi recebida ela secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, pelo secretário municipal de Governo, Renato Telles, e pelo secretário do Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio Oliveira.

Os sindicalistas queriam ouvir uma contraproposta em relação ao reajuste salarial pleiteado pela categoria, mas a prefeitura reafirmou mais uma vez que não é possível, dadas as condições financeiras municipais e as perspectivas do cenário nacional atualmente. “Nós já os recebemos várias vezes enquanto comissão de negociação, delegada pelo prefeito. Infelizmente, o que satisfaz a categoria é a concessão de reajuste, porém, como nós apresentamos em relatório financeiro do quadrimestre, o município não tem condição financeira de conceder esse aumento a nenhuma categoria, portanto não se trata de uma questão apenas relacionada ao Sindicato dos Médicos, mas todas as categorias. Conceder o reajuste traria um impacto que não podemos arcar, ocasionando em atrasos no pagamento”, ressalta a secretária municipal da Saúde, Waneska Barbosa.

Além da problemática municipal, a incerteza da conjuntura pois eleições também impedem o atendimento ao pleito. “Nós dialogamos mas, diante da situação financeira do município e do cenário econômico do país, estamos impedidos de assumir compromissos agora. Há incertezas em relação à situação macroeconômica, bem como não sabemos qual será a política adotada no Governo Federal. A nossa prioridade é assegurar o pagamento da folha e manter os serviços em dia. Qualquer reajuste aplicado poderá implicar no não cumprimento das obrigações”, afirmou o secretário Augusto Fábio.

(Foto: Sergio Silva)

Fonte: PMA