O corregedor da Secretaria de Justiça (Sejuc) e de Defesa do Consumidor, Roberto Freitas, instaurou um inquérito administrativo para investigar a conduta do agente penitenciário Gildásio Góis, 50 anos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 18. O agente foi preso ontem, 17, durante a Operação Fênix, desencadeada pela Polícia Civil de Sergipe,  ele é acusado de integrar uma quadrilha de servidores públicos que emitia carteiras de identidade falsas no Instituto de Identificação de Sergipe. Eles cobravam até R$ 5 mil para bandidos que quisessem ter um documento novo.

Ontem à tarde, durante interrogatório na sede do Cope (Complexo de Operações Policiais Especiais), Gildásio passou mal, foi levado para um hospital onde está internado.

 

De acordo com a Sejuc a Divisão de Inteligência da Polícia Civil atuou para a desarticulação de uma organização criminosa da Bahia, chamada “Bonde do Maluco”, cujos integrantes foram presos no sul de Sergipe. Foi justamente a partir da prisão desses marginais, que foi iniciada a investigação que culminou com a Operação Fênix.

Segundo a delegada Mayra Moinhos, Gildásio era um dos principais integrantes da quadrilha que mantinha contato bandidos ligados a facções criminosas para que fosse feita a emissão das carteiras de identidade. O agente da Sejuc é lotado no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan). O inquérito administrativo que ele responderá tem como pena máxima a demissão a bem do serviço público.