A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Ministério da Saúde, Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), realizou na manhã desta quinta-feira, 14, o acolhimento dos 90 novos profissionais do Programa Mais Médicos Brasil (PMMB), em solenidade realizada no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa).

O evento se prolongou durante toda a manhã, com uma programação que teve início com a mesa de abertura, passando à dinâmica de apresentação para, em seguida, iniciarem-se as discussões dos três painéis, que abordaram: direitos e deveres dos gestores, profissionais e instituição de ensino; panorama epidemiológico do Estado de Sergipe; e o papel da instituição de ensino (UFS) no programa. A programação foi encerrada com um momento de aproximação, uma rodada de escuta com supervisores da universidade.

Os direitos e deveres dos envolvidos no Programa Mais Médicos foram explicitados pela Referência Centralizada do Ministério da Saúde, Sônia Zanelato. “Fizemos um relato sobre as nossas responsabilidades no PMMB, o que se espera de cada um dos parceiros e dos médicos que estão ingressando no programa e no processo ensino-aprendizagem”, disse Zanelato, salientando que o Brasil precisa do Mais Médicos para levar adiante a força que é o trabalho com a saúde, sendo construído no dia a dia.

O infectologista da Secretaria de Estado da Saúde, Marco Aurélio, apresentou o panorama epidemiológico de Sergipe, enfatizando os principais problemas de saúde que o médico que está na Atenção Primária precisa enfrentar. “Ele precisa reconhecer que o território tem particularidades, ou seja, em alguns locais predominam certas doenças, enquanto em outros, aquelas que causam mais óbitos. Então, é muito importante que o profissional ao entrar no território entenda isso, que tem doenças que são endêmicas no Estado e que ele então precisa se debruçar nesses cuidados específicos para que seja garantida a qualidade da assistência”, disse.

Segundo Marco Aurélio, além das doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, que são grande motivo de atendimento na Atenção Primária, há as doenças endêmicas que persistem no território, como a tuberculose, hanseníase, leishmaniose visceral, calazar e esquistossomose. “Ainda temos no país a epidemia da sífilis, que deve ser enfrentada de todas as formas, mais principalmente aa congênita, que pode levar a óbito, a natimortos, a mal formação em crianças”, explicou.

O tutor do Programa Mais Médicos pela Universidade Federal de Sergipe, João Cavalcante, salientou que a supervisão acadêmica tem a função de ajudar na qualificação do cuidado que vai ser prestado por estes profissionais à população. “A UFS cumpre o seu papel de estar do lado da sociedade, lutando pelo SUS. A Atenção Primária é a principal porta de entrada do usuário de saúde, daí a importância  de realizar o trabalho com qualidade, conhecendo mais tanto da clínica, como do processo de trabalho e como a própria dinâmica de uma comunidade”, enfatizou.

Sonho realizado

O médico João Santos Costa está realizando um sonho; ele foi escalado para trabalhar em um povoado de Tobias Barreto. Foto: SES

Entre os médicos que ingressaram no programa está o sergipano João Santos Costa, natural do município de Simão Dias. Entrar para o Mais Médico é, para ele, um sonho realizado. “Escolhi o programa porque ele prega a interiorização dos médicos no país, para colocá-los nos locais onde há pouco acesso à saúde e eu acho isso muito importante. Sempre quis participar do Programa Mais Médicos e estou realizando meu sonho”, testou o profissional que está atundo no povoado Monte Coelho, em Tobias Barreto.

A médica Jéssica Cândida Oliveira Prado vai trabalhar com a prevenção. Foto: SES

A aracajuana Jéssica Cândida Oliveira Prado também entrou para o programa e já assumiu suas funções na zona urbana do município de Umbaúba. Segundo ela, ações como esta do acolhimento deixa os profissionais mais confiantes no apoio permanente que terão da gestão do programa no Estado. “É importante essa recepção porque permite também que  gente conheça os demais profissionais”, salientou a médica, informando que sua pretensão é trabalhar na prevenção e no controle das doenças junto à sua comunidade.

Sucesso

Para a Referência Técnica do Programa Mais Médicos em Sergipe, Elisa Leite, o evento de acolhimento foi um sucesso. “Conseguimos trazer todos para este momento, que é bastante proveitoso porque vamos ter a oportunidade de nos conhecer. O objetivo foi o de acolhê-los,  discutir um pouco com eles o que é o programa, a situação epidemiológica do Estado e tirar dúvidas”, finalizou.

Ascom SES