O terceiro LIRAa estadual (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti) e o segundo nacional de 2018 aponta que dos 75 municípios sergipanos, 11 estão na lista de situação de alto risco e 48 para médio risco, totalizando 59 municípios em situação de risco. Apenas 16 apresentaram baixo risco de infestação.

De acordo com a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, estão em alto risco: Capela (4,6%), Carira (4,3%), Feira Nova (8,5%), Nossa Senhora das Dores (4,3%), Pedrinha (4,6%), Poço Verde (5,6%), Rosário do Catete (6,4%), Salgado (6%), Simão Dias (6,7%), Tomar do Geru (5,1%) e Nossa Senhora de Lourdes (6,8%).

Sidney Sá alerta que os gestores municipais precisam sentar com suas equipes de saúde da família para alertá-los a realizarem um trabalho efetivo de fiscalização e orientação. Segundo ela, o que chamou a atenção é que este período é o de temperaturas amenas, onde o vetor tende a não se multiplicar no período de sete dias da fase de ovo até a adulta.

“Foi elevado demais o número de municípios que estão em alto risco e, sobretudo, porque o percentual de infestação foi alto. Não foi um alto risco de 4%, que é o mínimo, teve município com mais de 8% e isso é uma mostra, ou seja, se nós partirmos para todo o território do município a tendência é essa porcentagem aumentar. Se no período de temperaturas amenas estamos com índices tão elevados, imagine quando chegarmos de setembro em diante”, revela.

Fatores – A gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, explica que há uma série de fatores associados aos índices obtidos, um deles é a descontinuidade das ações nos municípios. Uma outra questão é o uso indiscriminado de inseticida e de larvicida,  que pode provocar resistência desse vetor e, por isso, ele tende a não morrer.

“Um fator que também merece observação é a falta de notificação de caso suspeito. Com esses índices tão elevados era para que a gente tivesse casos e nós estamos visualizando esses casos no sistema, então é importante que os gestores fiquem atentos. Suspeitou, tem que ser notificado para o nosso sistema. O período difícil ainda está por vir”, alerta.

LIRAa – LIRAa é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti, realizado a cada início de ciclo epidemiológico, o que ocorre a cada dois meses. Com isso, são realizados seis LIRAas no ano, quantitativo suficiente, na avaliação de Sidney Sá, desde que os municípios mantenham com eficiência o trabalho de controle e combate ao vetor. Feito por amostragem, o objetivo do levantamento é o de monitorar a presença do mosquito nos municípios e subsidiar os gestores no trabalho de combate ao Aedes.

O LIRAa é realizado a cada edição no prazo máximo de cinco dias, com exceção dos municípios que possuem menor extensão territorial, estando, pois, sujeitos a concluir o levantamento em menor intervalo. A ideia de realizar o LIRAa no início do ano é obter informações precisas que definirão os próximos desdobramentos no controle do Aedes, especialmente durante o verão, período do ano em que o mosquito consegue chegar à fase adulta mais rapidamente, o que tende a aumentar os índices de proliferação.

A partir do levantamento, os municípios terão condições de avaliar os riscos, os potenciais criadouros de vetor e, assim, desenvolver ações de prevenção e de controle direto da situação encontrada. Nesse processo, a SES norteia profissionais da saúde das localidades em questão para desenvolvimento das ações de controle e prevenção, com base nos resultados obtidos.

Aracaju em destaque – Dados do Ministério da  Saúde (MS) revelam que, entre as capitais do Brasil, apenas três delas apresentam índices de infestação pelo Aedes aegypti satisfatórios: Aracaju, João Pessoa e São Paulo, o que significa que não devem enfrentar problemas ou risco de surtos para dengue, zika e chikungunya. Assim sendo, a capital sergipana foi destaque nacional, entre as três capitais com índices mais positivos.

ASN