“Quero respostas”, disse Ednísia de Jesus Bastos, mãe da jovem Kathellen Ayla de Jesus Santos, 19, morta vítima de afogamento no rio Vaza Barris no sábado, 28. Ela foi depor hoje, 03, de manhã, na delegacia de homicídios.

Foi a primeira pessoa da família a ser ouvida na delegacia do Departamento de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP) no inquérito que apura as circunstâncias da morte da estudante de Fisioterapia que no sábado pela manhã saiu para passear de barco com amigos e morreu quando retornava à Orla Por do Sol, no Mosqueiro, Zona de Expansão de Aracaju (SE).

Ednísia ressaltou que não quer se pronunciar se o que aconteceu foi homicídio, tentativa de homicídio, negligência ou uma fatalidade “prefiro esperar para ouvir o que todos têm a dizer, mas quero respostas”, frisou.

Ela disse apenas que achou estranho o fato da filha dela ter se posicionado para urinar na água na escuridão num barco que havia faltado gasolina, por mais de uma vez, com uma pessoa de dentro do barco segurando os braços dela.

Ednísia disse que, segundo relatos, isso teria acontecido no trajeto de volta do passeio, por volta das 18h30, e que num desses momentos, um dos rapazes não teria conseguido mantê-la segura, quando a correnteza a arrastou. Um colega ainda tentou salvá-la pulando na água, mas não conseguiu resgatar a jovem. O corpo só foi encontrado por volta das 9h do domingo, por um pescador.

O sepultamento foi às 18h do domingo, na cidade de Fátima, na Bahia, cidade próxima a Paripiranga, divisa com Sergipe, onde Zélia, a mãe adotiva de Kahlleen morava.

Kathellen morava em Aracaju há pouco mais de um ano. Ela saiu de Fátima para estudar Fisioterapia na Universidade Tiradentes.