Após ato de protesto contra as condições de alojamento no galpão da prefeitura de Aracaju, no Siqueira Campos, as famílias que até sábado ocupavam terreno da Coroa do Meio ganharam do prefeito Edvaldo Nogueira a garantia de melhorias do espaço e perspectivas de atendimento habitacional.

A manifestação foi às 9h desta segunda-feira, 14, embaixo do viaduto do DIA. À tarde, o prefeito recebeu, em seu gabinete, representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e firmou um acordo com a presença dos dirigentes nacional e estadual do movimento, Guilherme Boulos, e Vinícius Oliveira, respectivamente.

De imediato, ficou definido que a Prefeitura de Aracaju disponibilizará ventiladores e fornecerá água para os ocupantes do galpão.

Ficou agendada uma nova reunião para o próximo dia 23. Nesse encontro, integrantes do MTST apresentarão sugestões de terrenos públicos e/ou privados (neste caso que tenham dívidas com o Poder Público Municipal e que permitam a realização de dação em pagamento, conforme previsto no Estatuto das Cidades), visando ao atendimento habitacional das famílias oriundas da ocupação.

“As famílias ficarão no galpão por pouco tempo e em condições dignas e encaminharemos a análise sobre áreas da cidade onde possamos desenvolver programas habitacionais. Tenho compromisso com esta pauta. A prova disso é que em meu mandato anterior, construímos seis mil moradias”, afirmou o prefeito.

Edvaldo também se pronunciou sobre o incidente ocorrido na sexta-feira, 11, na ocupação, quando uma jovem foi atingida por um tiro. Ela foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco. A perfuração foi superficial e ela está bem.

“Eu já tinha autorizado a Guarda Municipal a fazer, desde o primeiro momento, tudo para que o disparo seja apurado. Tendo o culpado, ele será rigorosamente punido”, informou. No documento, assinado pelo prefeito e pelos representantes do MTST, ficou estabelecido que, se necessário e requisitado pela Polícia Civil, todas as armas da Guarda estarão à disposição para perícia.

Para o membro da coordenação nacional do MTST, Guilherme Boulos, o saldo da reunião foi positivo. “A assinatura desse termo é um salto em relação às pautas trazidas pelo movimento e aponta para uma solução habitacional para essas famílias. Agora, com a criação do grupo de trabalho, aponta para que a gente chegue à conclusão deste processo com indicação de terreno e da moradia tão sonhada. Aponta também, em relação ao incidente, para uma apuração rigorosa e punição dos responsáveis”, afirmou.