O impasse continua entre a prefeitura de Aracaju (SE) e o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde). Representantes das duas instituições participaram do Jornal da Fan, na manhã desta sexta-feira, 15, e defenderam seus posicionamentos. Sem acordo, a população que depende do serviço fica aguardando uma definição.

Esta semana o Ipes divulgou algumas mudanças na forma de cobrança do plano para servidores da prefeitura de Aracaju (SE). Segundo o presidente da instituição, Anderson Cristian, não se trata de um reajuste, mas de uma readequação para atendimento à legislação. “Hoje os servidores estaduais estão financiando o plano dos servidores da prefeitura de Aracaju e isso não é justo. Além disso a cobrança era feita por faixa salarial e agora deve ser feira por faixa etária. Não tem novidade nisso, porque esta lei foi amplamente discutida na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Se o Ipes não tem condições de suportar a adequação, que busque outras alternativas”, apontou.

Atualmente a prefeitura de Aracaju (SE) cobre 50% do valor do plano para servidor municipal, que está custando R$ 142, 00. O secretário  municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio Oliveira, informou que com essa mudança de paradigma apresentada pelo Ipesaúde, torna-se financeiramente inviável a proposta, já que supera a capacidade de pagamento dos servidores e do tesouro municipal.

“O nosso estudo de impacto financeiro detalha que o alcance do reajuste proposto pelo Ipesaúde,  supera os 58% para os servidores titulares, para os quais a administração municipal paga a contribuição patronal na ordem de 50%, e para os dependentes, onde o reajuste praticamente dobrou os valores, alcançando o percentual superior a 97%, e que será bancado individualmente pelo servidor”, explicou o secretário.

Questionado se a prefeitura pretende firmar convênio com um plano particular, o secretário disse que esta não é a pretensão, mas que não enxerga outra alternativa para que o servidor não fique desassistida.