A cesta básica em Aracaju custou no mês de junho R$ 349,55. Foi a segunda mais barata do país, entre as 20 capitais pesquisadas pelo Dieese, mas apesar disso, o custo 44,3% do salário mínimo do trabalhador remunerado pelo piso nacional, que no cálculo do Dieese deveria ser de R$ 3.804,06 ao invés dos R$ 954 vigentes.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e foi foi divulgada nesta quarta-feira, 5. A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 452,81), seguida de São Paulo (R$ 451,63), Rio de Janeiro (R$ 445,58) e Cuiabá (R$ 425,32). Os menores valores foram observados em Salvador (R$ 333,00) e Aracaju (R$ 349,55).

A queda no valor da cesta básica nos últimos 12 meses não foi privilégio da capital sergipana. Apenas nas cidades de Porto Alegre, São paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Brasília e Curitiba, houve registro de alta.

Salário mínimo – Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, 44,43% do salário mínimo líquido para adquirir os mesmos produtos que, em maio, demandavam 43,75% e, em junho de 2017, exigiam 44,83%.