Três policiais militares são acusados de agredir um paciente dentro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). O caso aconteceu na última terça-feira, 9, e foi registrado por uma mulher que ficou indignada diante da postura dos PMs.

O rapaz agredido, identificado como Frank Anderson, conversou por telefone com o radialista Narcizo Machado, durante o jornal da Fan desta quinta-feira, 11. Segundo ele, as agressões começaram quando ele questionou porque o atendimento estava demorando.

“Cheguei na unidade por volta de 13h da tarde, mas já passavam das 17h e ainda não havia sido atendido. Tinham pacientes desde o período da manhã ainda lá. Me irritei e falei alto próximo ao consultório da médica. Nesse momento os seguranças acionaram os policias, que já chegaram com truculência. Dizendo que eu estava ali para bagunçar. Eu estava com muitas dores, mas mesmo assim, recebi dois tapas do rosto”, lamentou.

O Frank Anderson, informou em entrevista que irá registrar um Boletim de Ocorrência nesta quinta-feira, 11.

Em nota, a  superintendência do Huse informou que o paciente chegou ao local pouco antes das 14h e aguardou a classificação de risco, mas teria se exaltado. “Ansioso com a espera, o usuário chutou a porta do consultório médico. Os seguranças do hospital acionaram o Besp e, quando o policial chegou, o usuário perguntou o que era que ele queria e pedindo para falar baixo. O policial então tentou conter o rapaz, conversou, ele foi orientado e atendido pelo médico, sendo liberado em seguida para casa”, declarou.

O relações-públicas da PM, major Fábio Machado informou que  a corporação vai adotar as providências para averiguar as circunstâncias do caso, mas já adiantou que o policial é ser humano e passível de erro, mas que quando isso acontece o militar deve ser punido.