Uma paciente em tratamento de câncer de mama há três meses está com duas sessões de quimioterapia suspensas por falta de medicamento usado no procedimento das quimios. A próxima sessão está marcada para segunda-feira, 14, e ela teme ficar de fora mais uma vez. Ela disse que o tipo de câncer que ela enfrenta é bastante invasivo e que uma sessão que falte gera graves danos ao tratamento.

O medicamento é o Taxol que custa em torno de R$ 3 mil, um valor inviável a ser pago pela paciente que mora no interior do Estado e pediu para não ter o nome revelado. Ela disse que essa mesma droga é usada em diversos outros tipos de câncer e em vários outros pacientes. “Talvez por isso falte tanto, mas não deveria! O Estado tem que ter planejamento e saber quantos fazem uso dessa medicação. Eles têm o prontuário e têm como saber disso, e então por que não fazem a compra com base nesses dados? O meu apelo que faço agora não é só para mim, é para todos esses outros pacientes que, assim como eu, precisam desse medicamento para dar seguimento ao tratamento”, apelou.

Ela disse ainda que telefona diariamente duas vezes para o Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) para saber se o remédio chegou e a resposta nessas últimas duas semana tem sido a mesma.

A paciente informou que hoje, 09, esteve no Ministério Público da cidade onde mora para cobrar providências. Lá, foi orientada a procurar a promotoria pública da saúde da capital, onde está sediada a unidade de tratamento. Disse, também, que buscou um advogado para obter o medicamento judicialmente. “Espero que nada disso seja preciso dar prosseguimento”, falou.

Até a conclusão desta matéria, a Secretaria de Estado da Saúde não havia se pronunciado.