O jornalista Marcos Cardoso, depois de mais de 30 anos frequentando e dirigindo redações, arrisca-se agora num campo mais sofisticado das letras, a ficção. Ele marcou data e local para levar ao público o fruto dessa nova experiência. O lançamento do seu primeiro romance, “O Anofelino Solerte”, será no dia 28 deste mês, às 17 horas, na Livraria Escariz da Avenida Jorge Amado.

Por que um título tão curioso, “O Anofelino Solerte”? O autor responde brincando que, para descobrir, o leitor terá que ler o livro. Mas, falando seriamente, informa que é um romance de formação, narrativa sobre o processo de desenvolvimento físico, psicológico, moral, espiritual, social e até político de um personagem.

“O meu romance é uma narrativa sobre a descoberta da amizade, do desejo, do amor, da vida e da morte. História de crescimento físico, intelectual e emocional de um pequeno burguês que, ainda jovem, vê-se obrigado a conviver com a dor e a superação, colocando sentimentos e valores em cheque ao perpassar os dilemas da transição entre a adolescência e o mundo adulto”, antecipa.

Segundo Marcos Cardoso, a narrativa é ambientada basicamente em Aracaju e Salvador e o tempo histórico é entre os anos 60 e 70, “momento politicamente duro e culturalmente rico do Brasil”. E dá uma dica sobre o título do livro: “O protagonista, Mosquito, não possui nada de especial além da sua capacidade de conviver com as diferenças e de aprender logo cedo que a vida vale a pena se você consegue suportar e sobreviver às próprias feridas e às dores dos próximos”.

Ilustrações da capa e miolo são de Marcus Vinicius. Foto: Divulgação

“O Anofelino Solerte” é um livro com 204 páginas e foi editado pela Edise/Segrase. O projeto gráfico é de Adilma Menezes e Cícero Guimarães. Uma novidade são as ilustrações da capa e do miolo, feitas por Marcus Vinicius, um estudante de design da Universidade Federal de Sergipe.

Marcos Cardoso trabalhou em praticamente todos os jornais e TVs de Aracaju desde que começou a carreira jornalística nos anos 80. Foi diretor de Redação do Jornal da Cidade por 10 anos, secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju na segunda gestão de Edvaldo Nogueira, entre 2009 e 2012, e diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Sergipe sob a presidência do conselheiro Clóvis Barbosa, no biênio 2016-2017.

É servidor da Universidade Federal de Sergipe há 26 anos, atualmente ocupando a direção da Rádio UFS. Escreve semanalmente para o Jornal do Dia e tem um blog na Infonet há mais de 10 anos, onde publica crônicas políticas e sociais.