O advogado de defesa do presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) Josenito Vitale-Nitinho (PSD) conversou por telefone com o radialista Narcizo Machado, durante o Jornal da Fan desta terça-feira, 16. Fábio Fraga garantiu que não houve nenhuma irregularidade e que tudo será esclarecido.

“Nitinho foi questionado com relação a um contrato feito no começo da gestão do prefeito João Alves para montagem de uma estrutura de palco, que possibilitou a realização de uma festa de Carnaval.Isto foi feito em 2013, ou seja, a gestão foi iniciada em janeiro e o evento já aconteceu na primeira semana de fevereiro. Portanto, não havia tempo hábil para que acontecesse todo o processo licitatório. Por isso foi feita uma contratação emergencial”, explicou.

O presidente da Câmara Municipal de Aracaju foi indiciado no inquérito apresentado pelo Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária (Deotap) da Polícia Civil nessa segunda-feira, 15. A polícia questiona a ausência de uma licitação para realização do contrato.

O assessor jurídico da Câmara, o advogado José Gomes, informou que o indiciamento de Nitinho não causa nenhuma mudança no desempenho de sua função enquanto presidente da Câmara. O nome de Nitinho está no processo pelo fato dele ser o gestor da Funcaju à época. Mas não há dúvida que tudo foi feito dentro da legalidade”, afirmou.

Entenda o caso 

O Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deotap) concluiu as primeiras investigações sobre a intitulada “Máfia dos Shows”. O processo investigativo foi referente às contratações de shows artísticos e eventos realizados no período de 2009 a 2015.

As investigações analisaram contratos entre a Funcaju e empresas vinculadas ao empresário Téo Santana.A polícia explicou que as empresas Téo Santana, Estruturart, Mega e Fama com a Funcaju formavam um quartel para domínio da realização de shows e eventos em Aracaju e outros municípios do estado.

No período investigado, Nitinho era presidente da Funcaju.