Em seu discurso na manhã desta terça-feira, 24, na posse do novo superintendente do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), o governador Belivaldo Chagas (PSD) manteve a linha de demonstrar incômodo com a gestão da Secretaria de Estado da Saúde. “Não gosto de palhaçada, não aceito brincadeira, menos ainda com a Saúde”, afirmou Belivaldo.

Antes do discurso de Belivaldo, o secretário da Saúde, Almeida Lima, discursou e fez uma análise dos seus esforços na gestão, disse de que deveria ter tomado a decisão de manter Luiz Eduardo Prado apenas como secretário-adjunto há mais tempo e falou da ação de criação de leitos no Huse.

Os dados positivos apresentados por Almeida não foram suficientes para animar o governador, que com veemência deixou claro exigir esforços para diminuir o tempo de realização e liberação para cirurgias eletivas, cobrou o funcionamento dos hospitais regionais com suporte para realização cirurgias, principalmente as ortopédicas, e disse querer uma solução para o Hospital Militar, em Aracaju.

“Poucas vezes conversei com Almeida, há cerca de 30 dias nós tivemos uma reunião, convocados pelo governador Jackson Barreto, para que eu sentisse mais de perto os problemas da Saúde. Fiz uma explanação do que pensava, até contestando um pouco a linha de pensamento do secretário Almeida, eu acho e é essa a minha visão que é chegou mais do que o momento de parar com obra, o que tem é para concluir, inventar mais obra não, a obra que nós temos que fazer agora é a obra de atender o povo em seu coração e não ficar com essa fila interminável que a gente já não aguenta mais”, disse o governador.

O secretário Almeida Lima, disse após o evento que não entendeu a fala de Belivaldo como críticas. “O governador estabelece um rumo de trabalho, as obras que foram iniciadas foram as que precisavam ser emergencialmente feitas e a custo baixíssimo, o que precisamos mesmo, doravante, é dar continuidade ao programa de cirurgias eletivas que vai se ampliar cada vez mais”, comentou o secretário.

O novo superintendente, Darcy Tavares, a todo momento em seu discurso se dirigia ao governador Belivaldo Chagas como seu comandante. Ele agradeceu aos demais diretores que geriram o Huse e disse se esforçar para com muito diálogo encontrar as soluções esperadas por Belivaldo Chagas.

Termo de posse – Outra cena que chamou atenção na solenidade, foi o fato do secretário da Saúde, Almeida Lima, não ter sido convidado a assinar o termo de posse. O secretário chegou a puxar a caneta do bolso, mas o Cerimonial não o chamou. O termo foi assinado apenas pelo governador e pelo novo superintendente.

O chefe do Cerimonial, José Ednilson, explica que não há necessidade do secretário assinar o termo de posse. “O documento foi preparado pela equipe do secretário. O termo de posse é assinado apenas pelo governador e o secretário assinará a portaria designando Dr Darcy para função”.