A tragédia no Centro de Treinamento do Flamengo na última sexta-feira, 8, deixou 10 adolescentes mortos e três feridos. O caso chama a atenção para segurança contra incêndios, medida que acaba sendo colocada em segundo plano e que só é lembrada quando uma tragédia acontece.

Em entrevista na manhã desta segunda-feira, 11, ao radialista Narcizo Machado, durante o Jornal da Fan, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado e Sergipe (CBMS), Gilfran Matheus, apontou que muito se reclama sobre a burocracia para liberação do Corpo de Bombeiros ao funcionamento  de determinado estabelecimento, mas segundo ele,  a burocracia não é o problema. “Na faculdade pouco se aprende sobre segurança contra incêndios. Recebemos diversos projetos com várias pendências. Diante disso é registrada a demora na liberação, porque o projeto é reenviado ao engenheiro responsável  e ele acaba aprendendo o que deve fazer já na execução do projeto”, afirmou.

O comandante disse ainda que o Corpo de Bombeiros tem atuado junto a universidades para tentar solucionar este problema. “Temos feito encontros com universidades para que cursos de graduação e especialização possam melhorar a qualificação de engenheiros, possibilitando a elaboração de projetos mais completos”, informou.

Fiscalização

Com relação a fiscalização em Sergipe, o comandante apontou que o efetivo é baixo, para garantir a aplicação das normas de segurança contra incêndio, mas também disse que tem adotado as providências necessárias para minimizar o problema. “Prefeitos estão sendo orientados a evitar a emissão do alvará de funcionamento sem que haja o atestado de regularidade do Corpo de Bombeiros. Essa é uma estratégia para aumentar o controle sobre a segurança dos espaços que necessitam dessa autorização”, destacou.

Ainda segundo ele, o Batistão é o único estádio da capital com atestado de regularidade do Corpo de Bombeiros para funcionamento. “O Sabino Ribeiro, o João Hora e vários outros pelo estado apresentam pendências. Jogos estão acontecendo em estádios com condições mínimas de receber o público, mas este é um fato que tem a nossa atenção”, pontuou.

O comandante finalizou a entrevista alertando para a importância da segurança em qualquer estabelecimento. “O atendimento às normas, minimiza os riscos à vida e aumenta a preservação dela”, finalizou.