A juíza da 2ª Vara Cível de Itabaiana (SE), Taiane Danusa Gusmão, decidiu nessa quarta-feira, 21, pela permanência do prefeito Valmir de Francisquinho (PR) no cargo. O Ministério Público Estadual (MPE) fez um novo pedido de afastamento do gestor alegando que o desempenho de suas funções pudessem gerar danos ao processo que investiga desvio de recursos do matadouro municipal.

Na decisão, a juíza aponta que o matadouro municipal está fechado desde o dia 8 de novembro, aguardando adoção de providências das autoridades públicas para seu regular funcionamento e lembrou que o prefeito encontra-se em liberdade desde o dia 22 de novembro do ano passado, ou seja, há quase 120 dias e que até o momento não tem norícias de que ele esteja descumprindo qualquer medida ou interferindo nas investigações. Por conta disto, a juíza informa que não há necessidade no momento, de afastar o prefeito do cargo.

Entenda o caso

O prefeito eleito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho ficou preso por 15 dias em novembro do ano passado. Ele foi levado para o Presídio Militar, juntamente com o secretário de Agricultura, Erotildes José de Jesus, no dia 7 durante a Operação Abate Final.  Valmir foi indiciado por excesso de exação qualificada (cobrança indevida de tributos) e associação criminosa.

Desde então ele estava afastado da prefeitura, que ficou sob o comando da vice-prefeita, Carminha Mendonça. Ela assumiu a prefeitura no dia 20 de novembro do ano passado.

No dia 12 de março, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, acolheu o recurso da defesa de Valmir, que pedia seu retorno à prefeitura do município. Ele reassumiu o cargo no dia 13 deste mês.