Na semana passada dois internos morreram na ala B do pavilhão 3 do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), supostamente por terem se envolvido em confusões dentro da unidade. Os dois internos mortos foram  Wesley Santos Silva, 33, e Marcos José Lima Queiroz, 24.

O Copemcan fica no município de São Cristóvão, na região metropolitana de Aracaju (SE) e por conta dos conflitos, a Secretaria de Justiça do Estado (Sejuc) resolveu transferir 39 presos para para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria, Zona Sul da capital. Segundo o secretário de Justiça, Cristiano Barreto, a transferência dos presos que estavam alojados na Ala B, é importante para desarticular grupos rivais.

A Polícia Civil  abriu inquérito para apurar os homicídios, também investigados pela Corregedoria da Secretaria de Justiça e de Defesa do Consumidor.

A Sejuc informou que  por questões de segurança, a transferência dos internos foi feita sob sigilo na quinta-feira, 31. O Departamento do Sistema Prisional (Desipe) utilizou seis veículos na operação, sendo um de suporte, duas viaturas com os internos e outras duas fazendo a escolta.

O Copemcan, tem capacidade para 800 presos,  mas atualmente possui sob custódia 2.818 internos.

De acordo com Sindicato dos Agentes Penitencários de Sergipe (Sindpen), as mortes chamam a atenção para o problema grave da superlotação enfrentada há anos pelo Copemcan. Ainda segundo o sindicato, os dois internos morreram em uma ala que havia somente três agentes para 550 internos.

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), aponta que o ideal seria um agente para cada cinco presos, mas o Copemcan, possui hoje, segundo o sindicato, 16 agentes para quase 2.900 presos, uma média de 180 internos para cada agente.