O Ministério Público Federal em Sergipe denunciou o médico Marcos Rogério Kroger Galo por ter desviado medicamentos do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) para seu consultório particular. O médico nega a denúncia, diz estar revoltado e afirma que irá provar sua inocência.

De acordo com a denúncia do MPF, os crimes ocorreram entre 2017 e 2018 e o médico pode receber pena de até 20 anos de prisão e multa. A denúncia já foi aceita pela Justiça Federal.

Marcos Kroeger diz estar revoltado e nega acusação. Foto: arquivo

Segundo o Ministério Público Federal, a Polícia Federal apreendeu no consultório particular de Marcos Kroger 20 frascos de medicamentos anestésicos, no valor aproximado de R$ 3 mil. Na investigação, ficou comprovado que os frascos apreendidos no consultório faziam parte de lotes adquiridos pelo Governo do Estado de Sergipe para o Huse e não poderiam estar em uso particular. Marcos Kroger também atua como médico emergencista no Huse.

Botei no jaleco – Mas, de acordo com o médico, a PF apreendeu no consultório dele apenas “meia dúzia de embalagens vazias de anestésicos que inadvertidamente eu havia colocado no jaleco quando saí do Huse e não me apercebi e lá ficaram”, disse Marcos Kroger.

Ele disse ainda que se sente revoltado e triste com essas denúncias. “A gente trabalha para construir um nome com tanto zelo. Eu tenho 25 anos como médico, uma base religiosa muito forte, e agora vem o Ministério Público com uma denúncia dessa que eu quero que prove na Justiça”, falou ao assegurar que já fez a contestação judicial.

Crime de peculato – O MPF requereu à Justiça, além da condenação pelo crime de peculato, com o agravante de crime continuado, a fixação de indenização pelos danos causados ao estado de Sergipe e a perda do cargo público de médico, porque a infração foi cometida com violação ou abuso ao dever de honestidade com a Administração Pública.

A denúncia também foi encaminhada ao Governo do Estado de Sergipe para a instauração de processo administrativo disciplinar contra o médico.

O processo tramita na Justiça Federal com o número 0800718-32.2019.4.05.8500.

Por Assessoria de Comunicação MPF