Oito órgãos se reuniram nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, numa fiscalização conjunta para interditar o matadouro de Itaporanga d’Ajuda, o mercado municipal nessa mesma cidade, e o do município de Estância. A ação faz parte da Operação Abate, desencadeada no ano passado.

Em Itaporanga, foi concedido prazo de 24 horas para retirada dos equipamentos utilizados para o abate de animais.

Em Estância, por conta do maior porte do matadouro e da presença de animais vivos aguardando abate no local, foi concedido prazo de sete dias para fechamento definitivo das instalações, após a retirada de equipamentos do local.

De acordo com o promotor de justiça Yuri Marcel, o objetivo é que os abates de animais e o descarte das carcaças no estado de Sergipe sejam realizados de forma regular e segura, para segurança alimentar da população e a fim de que não poluam o meio ambiente.

Protesto no matadouro de Estância. Foto: Redes sociais

Durante a interdição do matadouro de Estância, houve um princípio de tumulto provocado por marchantes, contornado pelas polícias federais rodoviárias e estaduais.

Em seguida, houve uma audiência pública no fórum de Estância, com comerciantes, marchantes e representantes das gestões municipais para esclarecer os objetivos da ação e motivos da interdição. Cerca de 70 pessoas participaram da reunião.

Cepos de madeira proibidos pela legislação sanitária encontrados nos mercados municipais. Foto: MPF/SE

Na audiência, foram apresentadas as regras que os marchantes e comerciantes deverão seguir, como o abate de animais apenas em frigoríficos inspecionados e licenciados e o comércio de carnes refrigeradas e o uso de balcões de inox e serras elétricas para o corte das peças, entre outras.

Segundo a procuradora regional, Lívia Tinoco, o local parecia ter saído da Idade Média, tamanha o atraso da ausência de equipamentos de higiene sanitária.

Órgãos –  Participaram da operação os órgãos: Ministérios Públicos Estadual e Federal, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA), Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Vigilância Sanitária, Comando de Operações Especiais (COE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).