Para a deputada estadual Ana Lúcia (PT), o Partido dos Trabalhadores nada tem a ganhar com uma aliança com o governador Jackson Barreto (PMDB) nas eleições 2018 porque ele já não representa mais os interesses da classe trabalhadora. “O Jackson que está aí não é o mesmo Jackson de quando ele foi prefeito”, disse a deputada em entrevista ao Jornal da Fan na manhã desta segunda-feira, 24.

A deputada falou ao programa por telefone e disse, também, que o Partido dos Trabalhadores está queimando etapas ao discutir alianças e nomes para eleições de 2018 sem antes levar à discussão projetos estruturantes do partido. “A questão essencial é essa: que projetos vamos apresentar à sociedade? Que formas de resistência o Partido irá adotar para fortalecer a democracia? Isto é o que importa neste momento”, questionou.

Ana Lúcia disse que, a Articulação Esquerda, um agrupamento político dentro do PT e coordenado pela deputada, tem propostas para o Estado com 17 eixos, contemplando as áreas da educação e outras como saúde e orçamento participativo. A deputada falou também que vem discutindo com setores da sociedade sobre saúde, segurança e educação.

Ela adiantou que no dia 3 virão a Sergipe a convite dela dois pesquisadores que participaram da construção do Atlas da Violência, uma publicação do IPEA que faz o mapeamento dos homicídios nos estados, para participar de um debate na Assembleia Legislativa (Alese) sobre segurança. E no dia 10 estará trazendo a estudante Ana Júlia, de 16 anos, a garota símbolo da ocupação das escolas no estado do Paraná, em outubro do ano passado, para participar de uma audiência pública na Assembleia sobre educação.

Viagem de JB – Para a deputada Ana Lúcia, o governador Jackson Barreto não poderia se ausentar do Estado num momento de crise da economia sergipana. “A atitude do governador de viajar a passeio para descansar nesse momento tão crítico da realidade sergipana é muito ruim! Uma liderança eleita pelo voto popular tem que estar à frente para resolver os problemas”, destacou.

Ana Lúcia disse que, se a viagem do governador estiver servindo de teste para uma possível candidatura do vice Belivaldo à chapa majoritária, é uma demonstração de que o governo age em direção contrária a forças progressistas. “É um projeto conservador que já nasce errado”, opinou.