No Colégio Estadual Professor Gonçalo Rollemberg Leite, no bairro Grageru, zona Sul de Aracaju (SE), a primeira tarefa dos alunos do turno da manhã é retirar as fezes dos ratos sobre as carteiras e limpar as salas de aula. A escola funciona nos turnos matutino e vespertino e conta atualmente com mais de 800 alunos do ensino fundamental e médio.

Além das fezes na carteira, percebe-se que está quebrada. Foto: Enviada por alunos

“A gente quando chega pega na vassoura pra varrer, seguindo uma escala passada pela diretora. Têm professores que não deixam a gente fazer isso, pois dizem que a gente não tem obrigação para fazer isso”, contou uma aluna do ensino médio que pediu para não ter o nome revelado.

Outro aluno disse que leva álcool gel para limpar as mãos com medo de contrair leptospirose. “Boto na mochila o álcool. Tenho muito medo de pegar a doença do rato”, disse um jovem estudante de 16 anos que também pediu o anonimato.

Teto infiltrado. Foto: enviada por alunos

Mais queixas – Além da sujeira, os estudantes convivem em salas de aula quentes, pois a maioria dos ventiladores estão quebrados há pelo menos um ano.

As carteiras, também, estão em péssimas condições de uso e no teto de algumas salas, a infiltração é bem visível.

Outro lado – A Secretaria Estadual de Educação (Seed) informou que a escola passou por dedetização e desratização na quarta-feira, 1° de agosto, e que as fezes sobre as carteiras possam ter ocorrido após o processo para eliminar os ratos.

Quanto à falta de pessoal para limpeza, a Seed informou que a escola tem executor de serviços básicos em número suficiente, mas que irá apurar mais de perto a situação para ver se o colégio está precisando de apoio logístico.