Foto: Fan F1

Depois da entrevista com o diretor Técnico do Hospital Cirurgia, Rilton Morais, na semana passada, agora foi a vez da secretária municipal de Saúde de Aracaju, Waneska Barboza ser entrevista pelo radialista Narcizo Machado durante o Jornal da Fan desta terça-feira, 12. A gestora rebateu várias críticas feitas por Rilton à prefeitura de Aracaju e lamentou a postura adotada por ele.

Waneska disse que as afirmações de Rilton demonstram desconhecimento e isso, segundo ela, o coloca em situação de descrédito. “É preocupante ter um gestor que não conhece sobre o que administra”, lamentou.

A declaração da secretária, foi ada em resposta às afirmações de Rilton, que se referiu à prefeitura como um “Câncer” e responsabilizou a instituição pelos graves problemas enfrentados pelo Hospital Cirurgia, que apesar de ser uma instituição filantrópica, era contratada pela prefeitura para prestação de diversos serviços de saúde.

Rilton ainda criticou a questão dos repasses não serem feitos pela prefeitura nos valores esperados e disse que isso contribuiu bastante para a falta de investimentos na unidade e ainda com o crescimento as filas de espera para realização de procedimentos.

Waneska informou que os repasses eram feitos com base em uma portaria do Ministério a Saúde. “Os repasses eram feitos de acordo com a produção do hospital. A unidade recebia proporcionalmente ao que realizava. Nós temos uma legislação que sempre norteou nossas ações”, garantiu.

Intervenção

Desde novembro do ano passado o hospital cirurgia está sob intervenção judicial. Os antigos gestores da unidade filantrópica chegaram a ser presos também no ano passado sob suspeita de terem cometido irregularidades na aplicação de recursos públicos, já que o Governo do Estado contrata o hospital para prestação de vários serviços de saúde.

SMS

A secretária destacou que a prefeitura tem trabalhado para melhorar o sistema de saúde da capital, mas que enfrenta problemas com a superlotação de pacientes do interior, que chegam nas Unidades de Ponto Atendimento e precisam ser atendidas. Além disso, segundo ela, pacientes do interior solicitam procedimentos nas unidades de saúde utilizando comprovantes de residência da capital. “É uma demanda muito grande, que complica bastante o andamento dos trabalhos”, apontou.

Questionada sobre o retorno do funcionamento da unidade de saúde Elizabeth Pita, que ficava instalada no bairro Santa Maria, na Zona Sul, e foi demolida na gestão anterior, Waneska disse que em breve a unidade voltará a funcionar, mas em um prédio alugado. “Esta foi a saída que encontramos para suprir as necessidades da população daquela área. A gestão passada recebeu repasses para reforma a unidade, mas como demoliu por completo o prédio, o dinheiro teve que ser devolvido ao Ministério da Saúde”, lamentou.