Ainda filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), o ex-senador da República Elber Batalha, deixou clara sua insatisfação com a sigla e o desejo de se filiar a um novo agrupamento.

“Fui vilipendiado e expulso do partido”, disse ele em entrevista ao radialista Narcizo Machado, durante o Jornal da Fan desta terça-feira, 7. Elber Batalha ainda falou sobre o período em que assumiu o cargo de senador, antes era 2º suplente. Os bastidores das eleições estaduais e presidenciais também esteve entre os assuntos abordados por ele.

Conflitos no partido

Sobre o PSB, o ex-parlamentar acusou a família Valadares de tomar o partido dele. Os ex-senador Antônio Carlos Valadares e o ex-deputado federal Valadares Filho, são as lideranças políticas do partido atualmente, Valadares Filho, inclusive, é o presidente estadual da sigla.  ‘Fui vilipendiado, fui jogado pra fora do partido por conta da minha sinceridade. Quando disse que nas duas últimas eleições municipais Valadares Filho não ganharia para seus adversários, como de fato aconteceu contra João Alves e Edvaldo. Fui excluído do processo. Eu disse que a chapa não ganharia” afirmou.

Com relação as eleições estaduais no ano passado, em que Valadares Filho disputou o Governo do Estado, Elber Batalha disse que também já havia avisado sobre a derrota, que defendeu a união do bloco com o então também candidato Eduardo Amorim (PSDB) e ainda apontou que o marqueteiro da campanha foi um dos principais responsáveis pela derrota. ” O marqueteiro era do lado de cá e do lado de lá. Belivaldo sabia de tudo que eles faziam cá. Maurício Pimentel, coordenava a campanha e eu questionei: como é que vocês querem ganhar as eleições com esse cara coordenando o marketing?”, revelou.

Elber classificou a atitude dos Valadares como desrespeitosa. “Eu sou o dono daquilo tudo lá. O partido é meu, a sede é minha, e é alugada a eles. No começo era de graça e agora eles pagam uma micharia” , destacou.

Senado

As divergências internas, se refletiram no Senado Federal. Depois de 16 anos como 2º suplente do senador  Antônio Carlos Valadares, enfim no final do mandato, Elber Batalha conseguiu assumir o cargo, já que  Valadares precisou se ausentar para fazer tratamento de saúde. “Eu assumi pelos últimos quatro meses do mandato dele, apenas porque Zé Eduardo morreu em 2015, porque ele era o 1º suplente e foi colocado nesse posto contrariando a minha vontade. Uma coisa é certa, só assumi, porque o homem tava doente e porque Zé morreu. Eu não quero quero que ninguém morra”, lamentou.

Quem pensa que Elber Batalha vai abandonar a vida pública está enganado. Defensor do Governo Bolsonaro, disse que pretende ser candidato a senador nas próximas eleições pelo PSL, partido do presidente da República.

‘Eu quero morrer e saber que o Brasil está em boas mãos. Esta é a nossa chance. “Bolsonaro defende o respeito à família e quem não respeita a família não respeita mais ninguém. Precisamos valorizar mais a família”, afirmou.

Projeto de Lei

Em apenas quatro meses no Senado Elber Batalha protocolou um projeto de Lei que garante o porte de arma de fogo a policiais e integrantes das Forças Armadas após a aposentadoria ou transferência para a reserva. O projeto condiciona a manutenção do direito ao porte à aprovação do interessado em testes de avaliação psicológica, a serem realizados periodicamente a partir do quinto ano de inatividade.

Essa proposta está na Comissão de Constituição e Justiça-  CCJ, aguardando designação de relator. A permissão abrangerá policiais federais, civis, militares, rodoviários federais, ferroviários federais e bombeiros militares. Também poderão se beneficiar da medida, segundo o projeto, integrantes da Força Nacional de Segurança Pública, agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias, além de integrantes das guardas municipais das capitais dos estados e dos municípios com mais de 500 mil habitantes e policiais legislativos federais.

“Eu quero voltar à Brasília no dia da aprovação desse projeto. Tenho certeza que será aprovado. Me sinto muito feliz em entrar para história do meu país com esta proposta”, finalizou o ex-senador.