Os fogos de artifício, comuns nos festejos juninos, prejudicam os animais.  O coordenador do setor de Proteção Animal do Departamento de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Márcio Santos, dá algumas orientações para diminuir o sofrimento de gatos e cachorros, os que mais sofrem nessa época, devida à sensibilidade da audição desses animais que têm uma sensibilidade maior a ruídos do que a dos seres humanos. “Se os fogos incomodam tanto a gente, imagina aos animais. Os bichos não são habituados ao barulho dos fogos de artifícios, bombas ou sons intensos, por isso reagem mal aos ruídos. Em consequência, gera nos animais o estresse e a desorientação, provocando pavor e pânico aos indefesos”, explica Márcio.

Orientações

– Não deiar um cachorro acorrentado: o animal nessa situação em momentos de barulho de fogos pode se enforcar;
– Não deixar o animal sozinho em casa: o ideal é que os proprietários deixem com algum cuidador ou hotéis específico para animais, que são locais que possuem um isolamento acústico para redução dos ruídos externos;
– Não fazer carinho no animal quando ele estiver agitado: a atenção nessas situações pode tornar o animal muito sensível, assimilando essa atitude ao medo. É interessante estar próximo do animal, mas não fazer carinho ou abraçar.

Coordenador Sema, Márcio Silva. Foto: Lindivaldo Ribeiro/Sema

Segundo o coordenador Márcio, é preciso que os donos também fiquem atentos quanto às portas e janelas das suas residências. “É importante que as pessoas que moram em casas mantenham os portões fechados nesse período junino para que não corra o risco do animal fugir e ser atropelado ou, até mesmo, se perder. Já aqueles que residem em apartamentos, o ideal é manter as janelas fechadas para prevenir que o animal não pule devido à agitação do momento”.

Existem métodos ideais a serem utilizados para ajudar os animais na hora que eles estão apavorados, um deles é o truque do pano. “Nesse truque você vai pegar uma faixa, cruzar desde o pescoço ao dorso do animal e dar um nó próximo à coluna. É por meio desse método que a circulação sanguínea do animal é estimulada, fazendo com que ele fique menos agitado”, orienta o coordenador de Proteção Animal, que destaca que é comum o animal mudar completamente o seu comportamento se passar pela tortura de não ter como se livrar da intensa queima de fogos. “Por isso, prevenir é o mais certo a fazer”, aconselha.