Um amplo debate sobre segurança pública foi travado na manhã desta quarta-feira, 26, no Jornal da Fan 1ª Edição, na Fan FM 99,7, com a participação do doutor em segurança pública, coronel da Polícia Militar Henrique Rocha, líderes comunitários e agentes públicos. O coronel deu nota sete para a segurança pública em Sergipe e 10 para o desempenho dos policiais militares do Estado. ‘O policial é um profissional bem formado dentro dos limites possíveis “, disse.

Na avaliação do coronel, a impunidade e a falta de investimentos públicos em diversas áreas são fatores desencadeadoras da violência. “A segurança não é um problema de polícia, é uma questão complexa, um problema social que requer um debate amplo envolvendo a sociedade civil e os poderes Legislativo, Executivo e o Judiciário, enfim, um esforço conjunto na construção de um plano a fim que a violência volte a patamares aceitáveis. “, analisou”, disse.

Ele ressaltou a necessidade do fortalecimento das instituições policiais para evitar a entrada da droga no país “e que, se entrar, que encontre uma polícia forte”. O coronel destacou, também, a importância do Judiciário, na garantia da execução da lei.

Debates – Um ouvinte do bairro São José, que se identificou como Marcos, participou do debate e sugeriu a criação de um batalhão da polícia militar ou da Guarda Municipal na região dos mercados centrais. Já o professor Jorge, chamou a atenção para a urgência da ampliação dos quadros das polícias civil e militar e de trabalhos preventivos.

Aragão, líder comunitário do Bugio, cobrou rondas policiais frequentes na Zona Norte e citou cinco homicídios ocorridos recentemente nesta região. Ele aproveitou e convidou o tenente-coronel Vivaldy Cabral, comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, para participar de uma audiência pública na próxima terça-feira, na associação do bairro. O comandante aceitou o convite.

O assessor da Secretaria de Segurança Pública, Lucas Rosário participou do debate e explicou que o ranking da violência, divulgado recentemente e que colocou Sergipe como um dos estados mais violentos do país, traz dados relacionados a crimes de acertos de contas. Ele citou os dois casos ocorridos recentemente – do capoeirista, no mercado Thales Ferraz nesse sábado, 22, e a do condenado por participação na morte do ex-deputado Joaldo Barbosa (janeiro de 2003), Rosemberg Marques, assassinado em um consultório odontológico no último dia 18. De acordo com Lucas, pela primeira vez após 10 anos de alta crescente, houve uma redução de 12% no Estado, e de 21%, dos índices de violência.