O estado de Sergipe há pouco mais de dois anos se despedia de William Thiego de Jesus, de 30 anos. O zagueiro que jogava pela Chapecoense e morreu na maior tragédia esportiva do Brasil. Agora, sergipanos se deparam mais uma vez com um momento de despedida provocado por uma tragédia.

Áthlia Paixão, de 14 anos é o nome do atleta sergipano, que saiu do Povoado Brasília em Lagarto (SE), de onde era natural, para realizar um sonho e ajudar a família a melhorar a condição financeira. Ele estava morando no Centro de Treinamento do Flamengo no Rio de Janeiro, e mesmo com a pouca idade, já era referência no futebol para o colegas.

O local, que servia como sua nova residência e significava a consolidação de um de seus maiores desejos, que era jogar pelo time do coração, o Flamengo, acabou se tornando o cenário de uma tragédia, que pôs fim em uma trajetória promissora.

Áthila foi uma das 10 vítimas do incêndio que atingiu o Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira, 8. O corpo dele foi identificado através da análise da arcada dentária, diante do estado do corpo, que foi encontrado completamente carbonizado.

O velório acontece na quadra de esportes do Povoado Brasília, em Lagarto, com caixão fechado, assim como esteve o de William Thiego, quando foi velado na casa humilde onde cresceu, na rua Recife, em Aracaju (SE).

Duas histórias, que além de unidas pela tragédia, se unem pelo amor ao esporte. Razão pela qual sempre serão lembrados, pelos sergipanos. Um jovem e um adolescente, que deixaram a família em busca do sonho de ser jogador e fizeram a “partida da vida’ de forma prematura e inesperada.