O vereador Elber Batalha (PSB) levantou a discussão no Jornal da Fan desta quarta-feira, 20, sobre a regra que  estabelece a destinação de 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas para candidaturas de mulheres. Para o parlamentar, essa regra deve ser revista porque trouxe problemas nas últimas eleições. “Aqui não vai nenhum sexismo, as mulheres têm por definição não gostar de certos embates, até pela formação histórica, que a gente não vai conseguir sair disso de um dia para o outro”, analisou.

Elber fez uma análise da forma como a regra foi estabelecida. “Essa é a grande problemática, é que se obrigou de uma hora para outra, a destinação de 30% dos recursos para candidaturas de mulheres. A gente tem muitas mulheres preparadas que cuidam da parte administrativa, que elaboram estudos, palestras, mas na hora de enfrentar a candidatura nem todo mundo quer”, afirmou o vereador.

O vereador disse também que não é fácil para os partidos conseguir a participação de mulheres que querem ser candidatas. “O ritmo de campanha é muito forte e que se enfrentam muitas reações negativas nas ruas. “Não é todo mundo que aguenta uma campanha, de sobe carro de som, desce carro de som, não é todo mundo que quer ir para porta de eleitor ser maltratado”,disse.

Análise da gestão de Edvaldo Nogueira 

IPTU – Sobre a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), o vereador analisou que o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) vai de “mal a pior” e que resiste em não revogar o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Ele diz que essa pauta é da oposição. Quero saber se o TJ faz oposição à Prefeitura, porque os desembargadores decidiram por 11 a 0 que não não houve revogação”, criticou Elber.

Elber disse ter a expectativa de que o Tribunal de Justiça venha definir até o mês de março, a forma como a PMA terá que devolver os valores pagos, segundo ele, “de forma irregular”, diante do aumento abusivo do IPTU não revogado em janeiro de 2017, quando Edvaldo assumiu mandato.

Saúde – O parlamentar chamou de “escandalosa” a terceirização do Nestor Piva, que para ele foi uma “privatização”. Para Elber, essa ação teria sido forçada pelo prefeito, que ao longo dos dois anos foi baixando o valor da hora de trabalho  paga aos médicos contratados através de Recibo de Pagamento de Autônomo (RPA). O vereador afirmou que a PMA não cumpriu a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “A parte que dizia que era para fazer concurso ele não leu”, ressaltou Elber.

Outro questionamento feito, foi quanto à agilidade com a qual a PMA teria encontrado uma empresa para terceirizar o Nestor Piva. “Ele quis criar situação de emergência para justificar a terceirização sem licitação. Como se consegue uma empresa para se administrar um hospital em quatro dias?”, questionou.

Elber denunciou ainda, que o contrato de terceirização foi feito para a gestão de um hospital, mas logo em seguida a PMA alterou a classificação do Nestor Piva, transformando-o em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Essa ação teria diminuído, segundo ele, a quantidade de serviços a serem prestados pela empresa e a quantidade de profissionais a serem contratados, mas permanecendo o mesmo valor do contrato.

CPI da Terceirização – O vereador comunicou que está juntando documentos e que pretende apresentar proposta para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue a terceirização do Nestor Piva.