Mesmo com a atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar subia e se aproximava do patamar de 3,56 reais nesta quinta-feira, com o mercado ainda cauteloso com as cenas externas e política local.

Às 12:09, o dólar avançava 0,28 por cento, a 3,5591 reais na venda, depois de fechar a véspera em alta de 1,30 por cento, no maior nível em quase dois anos. O dólar futuro subia cerca de 0,20 por cento.

Entre fevereiro e abril, o dólar acumulou alta de 10 por cento sobre o real, sendo que só no mês passado saltou 6,16 por cento.

“O BC mostrou desconforto com o nível da moeda, mas trata-se de um alívio pontual”, afirmou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Os mercados têm mostrado preocupações com a trajetória de alta de juros nos Estados Unidos, que podem atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior risco, como a brasileira.

Na véspera, o Federal Reserve, banco Central norte-americano, não mudou sua taxa de juros e expressou confiança de que o recente aumento da inflação para nível próximo à meta de 2 por cento será sustentado. O Fed prevê atualmente mais dois aumentos dos juros este ano, embora número crescente de autoridades veja três como possível.

O mercado estará atento a novos números sobre a economia dos EUA, que tem mostrado força. Na dia seguinte, serão divulgados números sobre o mercado de trabalho fora do setor agrícola.

No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e também sobre a maioria das divisas de países emergentes.

Por Agência Reuters