Para o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Luiz Moura, o governo do Estado atrasa o pagamento aos servidores e aos aposentados porque tem outras prioridades. Na avaliação dele, o estado de Sergipe pode conceder ao funcionalismo público reposição da inflação.

Em entrevista ao Jornal da Fan, da Fan FM de Aracaju, Moura criticou a forma do Estado demonstrar a aplicação dos recursos públicos e lembrou ainda que o problema de Sergipe não é endividamento, mas falhas no modelo de gestão.

Luiz Moura lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu como 200% limite máximo de endividamento dos estados da receita corrente líquida. “Sergipe está com 60%, plenamente administrável”, falou Luiz Moura.

Segundo Luiz Moura, o Estado arrecada por ano R$ 7, 2 bilhões e gasta com servidores R$ 4 bilhões. “Tem R$ 3 bilhões para fazer outros pagamentos do Estado. Isso é receita corrente liquida que o governo precisa demonstrar, mas o estado não é transparente na gestão do seu gasto público. O estado só não faz isso pra não ter que demonstrar onde está priorizando esses gastos”, criticou. Ele sugeriu que a demonstração da receita e despesa do Estado deva ser feita diária e aberta para ciência de toda a população. Atualmente, segundo Luiz Moura, essa demonstração é feita a cada quatro meses.