Trabalhadores demitidos da Sabe Laticínios estão sem receber as verbas rescisórias. Um deles, que pediu para não ser identificado e se colocou como representante do pessoal administrativo, disse que a empresa pagou o pessoal da produção e deixou o da administração “a ver navios”, disse o trabalhador.

Segundo ele, a empresa não vem pagando a rescisão dos demitidos dentro do prazo legal, que é até 10 dias após o término do aviso prévio. “Com isso, muitas pessoas estão passando por sérias dificuldades”, lamentou.

O trabalhador não soube informar quantos já receberam, mas assegurou que foi a maioria. “A empresa pagou a peãozada, aqueles que fazem barulho e nos deixou para pagar, sabe-se lá quando, mas nós estamos dispostos a fazer barulho, também”, disse o administrativo. Ele não descartou a possibilidade de realizar atos de protesto.

Entenda – A Sabe Laticínios encerrou as atividades no dia 19 de fevereiro, quando mandou os trabalhadores para casa de forma repentina. Desde então, a empresa pertencente ao grupo Franco, não se pronunciou, mas pagou os salários dos operários, após ameaça de protestos.

A Sabe Laticínios funcionava no município de Muribeca (SE), a 70 km de Aracaju, instalada numa área de 10.700 m². A indústria iniciou produção em Sergipe no primeiro semestre de 2012 com leite condensado, leite longa-vida, creme de leite e bebidas lácteas.

Na implantação do empreendimento foram investidos R$95 milhões de reais.

A empresa não atendeu as ligações feitas pelo Fan F1