O custo da cesta básica subiu em todas as capitais brasileiras, elevado produtos in natura ou semielaborados. O feijão foi o grande vilão da cesta no mês de março deste ano. Em Aracaju, a cesta custou no mês passado Aracaju R$ 385,62, a segunda mais barata do país.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi divulgada hoje, 4. As cestas básicas mais caras são as das cidades de São Paulo (R$ 509,11) e do Rio de Janeiro (R$ 496,33) e as mais baratas Salvador (R$ 382,35) e Aracaju.

As altas mais expressivas ocorreram em Brasília (11,09%), Florianópolis (7,28%), São Luís (7,26%) e Curitiba (7,20%). Aracaju teve a menor alta (1,58%) entre as 18 cidades pesquisadas, seguida de Campo Grande (2,02%), Goiânia (4,09%) e Belo Horizonte (4,30%). Salvador registrou um aumento de 5,35%.

Entre fevereiro e março de 2019, os preços dos produtos in natura ou semielaborados apresentaram tendência de alta: tomate, batata (pesquisada na Região Centro-Sul), feijão e banana. Já as cotações da carne bovina de primeira e do açúcar tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O preço médio do feijão subiu em 17 capitais em março de 2019. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, só não apresentou aumento em Campo Grande (-10,92%). Em um ano, o feijão subiu mais de 100% em Aracaju.

Em 12 meses, o preço médio do grão carioquinha acumulou alta acima de 100%, em todas as capitais: as taxas variaram entre 112,84%, em Aracaju, e 191,44%, em Belém.