A Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta quinta-feira, 21, o 2º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 que apontou o aumento de 20 para 42 o número de municípios com índice de infestação de alto risco em relação ao primeiro LIRAa de 2018. O número de notificações também cresceu e passou de 69 para 182.

Dos 75 municípios, 12 encontram-se com alto risco de infestação, o dobro do primeiro LIRAa do ano, e 40 municípios com risco médio e 20 com baixo risco. Três municípios não fizeram o levantamento ou não encaminharam os dados em tempo preestabelecido.

A diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, informa que o panorama é preocupante. “Em 2019 houve um aumento significativo das notificações, dos casos confirmados, e a ocorrência de casos de dengue grave, além de um óbito. E o LIRAa vem confirmar esse quadro. Dobrou o número de municípios com alto risco e nós renovamos o alerta: dengue é todo dia”, reforçou Mércia.

O verão é um momento propício para que haja o aumento dos casos de dengue por ser o período mais quente do ano, por isso é necessário que os gestores intensifiquem as ações de campo além de mobilizar a população para os cuidados domiciliares e peridomiciliares.

“O Estado está alertando rotineiramente todos os supervisores nas reuniões semanais, estamos monitorando semana a semana casos e índices de infestação, e os atendimentos na Rede Hospitalar. É importante que a pessoa que tem o sintoma clássico de dengue busque a Unidade de Saúde e que os profissionais estejam alertas para esses sintomas sugestivos, solicitando o exame laboratorial para comprovação, principalmente na Rede Hospitalar”, disse a diretora.

Mércia ressalta também que “na Urgência, quando esse paciente é suspeito de dengue, com clínica ou exame laboratorial compatível, ele tem que ser orientado a fazer a sorologia, esse é o exame que vai confirmar se a pessoa está ou não com dengue, o alerta da vigilância é esse, tanto para a população quanto para os municípios e para a Rede Hospitalar”, orienta.