O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Aracaju (CMDM) realizou eleição nesta quarta-feira, 12, e pela primeira vez na história, uma mulher trans ocupa um cargo na direção de um conselho da mulher em Sergipe. Adriana Lohanna foi eleita vice-presidenta do CMDM para os próximos dois anos com a técnica da Coordenadoria de Política para as Mulheres do Município, Edna Rosângela Soares Nobre, como presidente.

“É importante para nós, mulheres trans, sairmos da invisibilidade e podermos mostrar que somos mulheres como outras quaisquer. O resultado desta eleição mostra que estamos saindo dessa invisibilidade, e que todas temos direitos a políticas públicas, seja mulheres trans, negras ou de periferia”, disse Lohana, assistente social, professora e mestra em Educação.

Ela disse que nesta gestão – 2018/2020 – tem como projetos a criação de um ambulatório trans na capital sergipana e o amplo acesso das mulheres transexuais a políticas de saúde, segurança e de combate ao feminicídio e à transfobia.  “Existe uma violência física e psicológica muito grande com relação à mulher trans”, comentou.

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Aracaju é um órgão ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) para promover políticas públicas de combate à discriminação contra a mulher.

A eleição para escolha da nova diretoria aconteceu na Estação Cidadania, uma unidade de atendimento da Semasc que fica na rua Pacatuba, Centro da capital. Os nomes de Lohana e o de Edna foram indicados por aclamação pelo segmento da sociedade civil. A posse é dada de imediato à eleição.

Foto: Lohana (de cinza) e Edna (vermelho)