Ao som do Ijexá, ritmo que se toca para os orixás, centenas de pessoas seguirão pelas ruas com Conjunto Marcos Freire I, neste sábado, 21, em mais uma edição do Afoxé de Odé. Esse é o sétimo ano da festa, que sai da área em frente ao Shopping Prêmio e segue até a avenida Coletora C no Conjunto Marcos Freire II. Puxado por um trio elétrico o Afoxé promete levar a cultura, a história e a religião do povo negro às ruas de Nossa Senhora do Socorro (SE). A concentração está marcada para às 14h.

Foto: cedida pelo Afoxé de Odé

A yalorixá Silvia Rocha, organizadora do evento disse que o Afoxé já se consagrou e faz parte do calendário cultural do estado de Sergipe. “Além de ser uma festa cultural, é uma festa onde colocamos nossa religião na rua. Uma belíssima apresentação da nossa resistência. É um momento de união de paz, luta e respeito. Queremos uma avenida toda em branco pedido a paz e o final da intolerância”, destacou.

De origem iorubá, a palavra afoxé poderia ser traduzida como “a fala que faz”. Para alguns pesquisadores seria uma forma diversa do maracatu. Três instrumentos básicos fazem parte desta manifestação. O afoxé (ou agbê), cabaça coberta por uma rede formada de sementes ou contas, os atabaques, e o agogô, formado por duas campânulas de metal. As melodias entoadas nos cortejos dos afoxés são praticamente as mesmas cantigas entoadas nos terreiros afro-brasileiros que seguem a linha jexá.